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Mercado de Trabalho Ampla empregabilidade

Vinicios Thales Soares Pereira, “Escolhi a PUC Minas porque, além de oferecer um ensino de qualidade, é reconhecida e bem conceituada pelo mercado”

Com uma linha de atuação extensa, engenheiro mecânico tem boas possibilidades de trabalho

Criar, analisar, aperfeiçoar e gerenciar. Engana-se quem pensa que a Engenharia Mecânica se limita apenas a carros e graxa. Apesar de ser comum o trabalho de um engenheiro mecânico em indústrias automobilísticas, comandar sistemas produtivos, equipamentos para operações de fabricação e mecanismos nas mais diversas áreas faz com que o profissional seja capaz de trabalhar nos mais variados espaços.

De acordo com o coordenador do Curso de Engenharia Mecânica do Campus Coração Eucarístico, professor Luís Henrique Andrade Maia, por conseguir ter uma linha de atuação extensa, o engenheiro mecânico tem grandes chances de se inserir no mercado de trabalho. “O profissional atua tanto na concepção de peças simples, quanto nas grandes e complexas. É capaz de criar e fabricar diversos equipamentos. Por esse motivo, a empregabilidade é tão ampla”, comenta o professor.

De acordo com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o número de engenheiros mecânicos ativos e cadastrados pela autarquia no Brasil é de 90.583, dos quais 23.641 em Minas, segundo o Conselho Regional da área (Crea-MG). Apesar da crise econômica e consequentes demissões na área, foram admitidos, no país, 2.571 profissionais de engenharia mecânica nos dois últimos anos, de acordo com o Ministério do Trabalho. Mesmo que o número de contratações desses profissionais ainda seja baixo, o professor Denílson Laudares Rodrigues, membro do colegiado do Curso de Engenharia Mecânica, antevê melhora no mercado nos próximos anos. “Indústrias perderam faturamento e, por isso, muitas pessoas estão desempregadas. Mas acredito que a economia do país começa a ter um aquecimento”, aposta.

Além da expectativa de recuperação, a tendência é que o mercado se amplie. De acordo com Maia, algumas áreas ainda não têm uma interface definida, sendo, muitas vezes, necessária a especialização. “Por mais que o mercado esteja em crise, ainda faltam profissionais especializados e capacitados na área de engenharia. O curso é fundamental nessa formação, mas é preciso que o aluno aproveite todas as oportunidades que a Universidade oferece, como possibilidades na área de pesquisa, extensão e estágios de qualidade”, diz.

Formado em Engenharia Mecatrônica, o ex-aluno Raphael Rabbi Lage Freitas sabe pela própria experiência que buscar aplicar na prática a teoria aprendida na sala de aula é importante para o futuro profissional. “Todos os projetos e estágios de que participei me agregaram bastante conhecimento, tudo sem sequer sair do Campus. É muito importante ter esta visão e aproveitar as oportunidades que se têm durante a formação”, comenta.

Como resultado desse empenho, Raphael hoje trabalha em uma startup do grupo Endress+Hauser, multinacional do ramo de automação de processos industriais, localizada na Alemanha. Antes de se mudar para aquele país, fez estágio durante sete meses na Turquia, trabalhando na indústria Stryker Corp, que produz camas e macas automatizadas para hospitais. “O mercado fora do Brasil, principalmente na área de automação, está bem aberto. Quando se olha a lista de profissionais que estão faltando no mercado de alguns países, o engenheiro mecânico está sempre presente”, diz.

Diplomação em outro país

Com o objetivo de ampliar as oportunidades, a PUC Minas assinou parcerias internacionais para permitir que o aluno tenha dupla diplomação, com a chance de ter uma habilitação em outro país, o que promove a empregabilidade e a visibilidade dos futuros engenheiros mecânicos. “Temos parcerias com duas empresas: uma na Alemanha, chamada FH Schmalkalden, e o Politécnico di Torino, na Itália. Os alunos podem estudar um ano no exterior, em uma dessas duas faculdades”, explica Denílson.

Além dessas parcerias, a Universidade também investe em laboratórios para que seus alunos possam ter mais oportunidade de aplicar a prática aprendida na sala de aula, agregando conhecimento para o mercado de trabalho. O aluno Vinicios Thales Soares Pereira, do 7º período do Curso de Engenharia Mecânica, comenta que “os laboratórios da PUC Minas são muito bons. São bem estruturados, os equipamentos novos, instalação de qualidade, e os professores sabem usar bem essas dependências, o que faz a diferença”.

De acordo com Maia, investir em laboratórios, ter um corpo docente de qualidade, que atua em conjunto com os programas de pós-graduação, uma vez que a maioria dos professores dá aulas nos dois níveis de ensino, e dar oportunidade para o aluno atuar em variados projetos de extensão e de pesquisa é um diferencial da Universidade. O que é atestado pelo aluno Vinicios Thales: “Escolhi a PUC Minas porque, além de oferecer um ensino de qualidade, é reconhecida e bem conceituada pelo mercado”.

Mecatrônica: preparação do aluno

A mecatrônica, de acordo com o professor Luís Maia, tem a mesma fundamentação básica da mecânica, no entanto contém uma parte eletrônica que dá maior produtividade e eficiência para as atuações da mecânica em si. “A mecatrônica é uma atualização da mecânica e tem como principal atrativo a modernização do curso. Por exemplo, há 25 anos os carros que as pessoas tinham eram totalmente mecânicos. Hoje, existe uma modernização do automóvel que veio por meio de equipamentos eletrônicos, justamente para fazer o mesmo serviço, mas com mais eficiência”, explica.

Na PUC Minas, desde 2016, a mecatrônica não é mais um curso, e sim uma linha de formação. De acordo com o professor Denílson Rodrigues, essa medida foi tomada para dar mais oportunidade ao aluno. “A mecatrônica é um conjunto a mais de disciplinas que o aluno pode fazer. Então, como linha de formação, possibilita maior flexibilidade, dando a oportunidade de o aluno fazer as disciplinas de ambas as áreas no turno da noite ou da manhã e em outros campi e unidades da Universidade”.

O coordenador Luís Maia explica que, no mercado de trabalho, as duas áreas têm linhas de atuação diferentes, por ser uma a atualização da outra, porém, mesmo que a mecatrônica seja mais atual, ainda há necessidade do trabalho do engenheiro mecânico. “Hoje, a parte toda de manutenção ainda depende muito de conceitos mecânicos básicos. Não é só a atuação da mecatrônica que é essencial, também existe atuação da mecânica no mercado de trabalho”, diz.

Raphael Freitas defende que estudar as matérias de mecatrônica acrescentou no seu futuro. “O conhecimento de eletrônica, programação e instrumentação são fundamentais para o meu dia a dia. A mecatrônica me possibilitou percorrer o caminho que envolveu desde projetos mecânicos, laboratório de automação, até onde estou agora”, diz.


Saiba mais

  • O curso de Engenharia Mecânica é composto por dez períodos.
  • A linha de formação em Mecatrônica são algumas disciplinas extras que o aluno pode fazer durante o curso.
  • Campi/Unidades e turnos:
    Contagem – manhã e noite
    Coração Eucarístico – manhã e noite
    Praça da Liberdade – manhã e noite
    São Gabriel – manhã
Texto
Júlia Mascarenhas
Foto
Raphael Calixto
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