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Artigo
As coisas lindas, essas ficarão

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Centro de Memória e de Pesquisa Histórica preserva a  história da Instituição e da Sociedade Mineira de Cultura

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Professora Sílvia Rachi

Na entrada da Biblioteca Pe. Alberto Antoniazzi, campus Coração Eucarístico, em Belo Horizonte, Carlos Drummond de Andrade nos recepciona, recordando a beleza e a importância da Memória. Sim, o poeta “fala-nos”, em seus versos, de rastros e fragmentos, de tudo que nos é essencial e belo. Das lembranças escolhidas e guardadas no “subterrâneo” dos pensamentos.

Sempre fragmentadas e seletivas, memórias (individuais e coletivas) tecem, nas sendas do cotidiano, o desenho social. Desencobrem rostos. A partir do que fomos ou deixamos de ser, dizem-nos de nós e nos revelam quem somos. Por isso, silêncios e esquecimentos também as compõem. E quanto ao consumado e finito dos acontecimentos, aquilo que a distância do tempo abraçou, os lugares de memória cuidam em lembrar(nos). Museus, arquivos, monumentos e centros de memória conservam as referências para a construção das identidades coletivas.

Daí a crescente preocupação das instituições com seus acervos documentais, pois elas se constituem em locais significativos, relativamente às experiências de formação e de desempenho intelectual e profissional em contexto específico. Nesse sentido, o esforço de preservação da memória institucional da PUC Minas coaduna-se à necessidade de se cuidar do patrimônio histórico da sociedade na qual se insere. Ação que vem sendo desenvolvida pelo Centro de Memória e de Pesquisa Histórica (CMPH) localizado na Biblioteca Pe. Alberto Antoniazzi, que, a partir de agora, adquire permanente espaço nesta revista para a divulgação da história institucional.

Enquanto lugar de memória, o CMPH – órgão submetido ao Departamento de História da Universidade – preserva massa documental constituída por registros advindos das unidades e secretarias referentes à fundação e à dinâmica institucional. Abriga, além de acervos bibliográficos e arquivos de origem privada, materiais recolhidos e produzidos por pesquisas relativas à cidade de Belo Horizonte e ao Estado de Minas Gerais e, de forma ampliada, documentos pertencentes a arquivos fundamentais para a história nacional. Parte considerável desses registros encontra-se organizada e disponibilizada (em fundos) para pesquisa, sendo facultada consulta à comunidade externa. Com equipe composta por professores e alunos, técnicos especializados e funcionários administrativos, o CMPH vem desenvolvendo, desde o início de seu funcionamento, investigações sobre temáticas diversas, com destaque para a história da Universidade.

Caracteriza-se, igualmente, por buscar contínua profissionalização, na intenção de se afirmar enquanto centro aglutinador e produtor de conhecimentos, tornando-se, assim, referência em Centro de Memória e de Pesquisa no Estado. Para tanto, tem se dedicado à formação profissional (discente e docente), por meio da efetuação de visitas técnicas, da promoção de palestras de reconhecidos especialistas ligados à arquivística e à pesquisa histórica, da realização de estágios, oficinas, debates e seminários internos. Conjunto de atividades que visa, acima de tudo, conscientizar a sociedade acerca do papel da memória na construção da história, remetendo os indivíduos às experiências coletivas, desencadeando a sensação de reconhecimento e transformando o tangível em sensível à palma da mão.

Texto
Sílvia Rachi
Ilustração
Carlos Fonseca
Foto
Marcos Figueiredo
A professora do Departamento de História e coordenadora do Setor de Memória do Centro de Memória e de Pesquisa Histórica da PUC Minas aborda em artigo a importância do setor para a preservação da história da Instituição e da sociedade de forma geral. “Museus, arquivos, monumentos e centros de memória conservam as referências para a construção das identidades coletivas. Daí a crescente preocupação das instituições com seus acervos documentais”.
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