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Conhecimento Catalisador da inovação

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Fellipe Couto é sócio-fundador de startup que passou por programa de pré-aceleração na PUC Minas

PUC Tec promove inovação de alto impacto, unindo startups a grandes empresas

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“O PUC Tec representa uma grande mudança cultural em direção à inovação, que deve ser entendida como essencial para todos os alunos”

Professor Sérgio de Morais Hanriot, pró-reitor de Pesquisa e de Pós-graduação

Várias ações dos Institutos e Faculdades da PUC Minas, a exemplo do programa de Pré-aceleração de Negócios (PAN), desenvolvido pelo Instituto de Ciências Exatas e Informática (Icei), a Mostra Tecnológica, promovida pelo Instituto Politécnico (Ipuc), o projeto Ideias, do Iceg/Proex, e projetos inovadores na Odontologia e Ciências Biológicas, entre outros, geram pesquisa e inovação, geram conhecimento para a sociedade, apoiam e fomentam empresas nascentes, as startups. Mas, depois de criadas, essas startups, muitas vezes, têm dificuldades em se conectar ao mercado, a grandes empresas. Com a criação do PUC Tec, programa lançado neste segundo semestre pela PUC Minas, por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa e de Pós-graduação (PROPPG), a Universidade vai unir essas startups, que já experimentaram programas de incubação e aceleração, a grandes empresas, promovendo a inovação de alto impacto, que leve soluções para problemas significativos da sociedade. Com relação à inovação, a PUC Minas foi eleita, no Ranking Universitário Folha (RUF) 2018, uma das cinco melhores universidades privadas do país no quesito inovação.

“O PUC Tec é um movimento para tentar abraçar, acomodar toda a inovação que já vem sendo desenvolvida na Universidade há muito tempo e tentar gerar impacto em seu uso na sociedade”, diz o professor Humberto Torres Marques Neto, coordenador do projeto de criação do PUC Tec. “É um catalisador desse movimento da inovação que, para ser sustentável, tem que ter respaldo no conhecimento produzido em universidade, como ocorre na PUC Minas há 60 anos. É uma Instituição que tem história, respeito, marca e sustentabilidade para acomodar um programa de inovação de alto impacto”, justifica. Sobre o programa o pró-reitor de Pesquisa e de Pós-graduação, professor Sérgio de Morais Hanriot, destaca: “Trata-se de uma grande mudança cultural em direção à inovação, que deve ser entendida como essencial para todos os alunos”.

Para isso, o PUC Tec dispõe de três programas: o de indução de negócios, o de formação e cultura e o de densidade. Com relação à indução de negócios, que numa primeira rodada irá acelerar 40 startups, a PUC Minas faz importante investimento em mentoria, consultoria, assistência técnica aos empreendedores, por parte de seus professores e pesquisadores e conexão com a graduação para fomentar o ciclo da inovação. Essas startups e grandes empresas estarão conectadas automaticamente com os cursos de graduação, através de bolsistas que a PUC Minas irá nelas colocar. Uma forma de contribuir com as empresas e também trazer o que elas têm de inovador para os cursos da Universidade, explica o professor Humberto. “Há muita inovação interessante que se faz todo dia. Mas qual a efetividade disso? Quantos empregos geraram? Quanto recolheu de imposto para melhorar as condições da cidade? O que melhorou na descarbonização e impactou na qualidade do ar? Quanto gerou de receita? Isso é impacto”.

Uma das empresas que passaram pelo processo de incubação e pré-aceleração no PAN em 2012 foi a Vulpi, que tem como um dos sócios-fundadores Fellipe Couto, então aluno do Curso de Sistemas de Informação da Unidade Barreiro. A empresa, que venceu a 2ª edição do Lemonade em 2015 como a melhor startup, é especializada em contratação de desenvolvedores, tornando esses processos mais ágeis e menos onerosos. Atualmente a Vulpi não mais integra programas de aceleração, tem escritórios em Belo Horizonte e São Paulo, mas Fellipe diz que um programa como o PUC Tec é importante para estágios mais avançados em que uma startup se encontra, já com produtos testados e experiência em programas como o PAN.

O segundo programa do próprio PUC Tec, o de formação e cultura, irá oferecer formação em mentoria para executivos de grandes empresas, a fim de desenvolver inovação, com a participação dessas startups. “É importante salientar que a grande empresa sabe muito bem desenvolver a inovação, ela tem recursos financeiros, tem competência técnica e tem profissionais de alta qualidade. O que a PUC Minas quer é estimular que ela promova sua inovação interna e que de certa forma se conecte às startups. Muitas organizações de grande porte têm dificuldade em se conectar com as novas empresas. A PUC Minas vai fomentar as startups de alunos, ex-alunos, de professores, de profissionais que estão no mercado e entendem que a Universidade é um espaço de conhecimento que pode contribuir com essa conexão entre as empresas de grande porte, a esse mundo das startups”, frisa o professor Humberto.

O terceiro programa do PUC Tec, o de densidade, é responsável por gerar encontros, negócios, eventos para que a inovação continue a surgir dentro do contexto da Universidade. “Aqueles alunos que não têm o ímpeto de buscar o empreendedorismo, de buscar a inovação, com o tempo vão ter várias oportunidades”, prevê.

Núcleo de Inovação Tecnológica

É dentro da densidade que se situa o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), também da PROPPG, que ajuda a proteger o conhecimento desenvolvido no contexto da pesquisa e da pós-graduação, conhecimento que necessita ser protegido como propriedade intelectual ou industrial, ampliando as possibilidades de investimento.

“O investidor quer colocar dinheiro, quer gerar alto impacto, mas quer ter a garantia de que também vai ter uma exploração econômica do conhecimento gerado. Então o registro da patente é um processo importante, mas a sua exploração em busca de benefícios para a sociedade depende desse movimento, da densidade”, diz o coordenador do NIT, professor Humberto Torres Marques Neto.

Texto
Leandro Felicíssimo
Fotos
1Douglas Samuel
2Marcos Figueiredo
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