revista puc minas

Especial Comunicação reconfigurada

ilustra1

Novos dispositivos e redes sociais alteram processo comunicativo, redesenhando espaço das mídias tradicionais

"Todas as concepções antigas de jornalismo, de mídia, como transmissão de informações, para educar e para instruir não têm mais sentido. Isso vai continuar existindo, mas não é mais o que vai definir o meio de comunicação"

Professor Muniz Sodré
Foto-olho-Professor-Marco-Antonio-Roxo-da-Silva1

"Trata-se de um novo modelo de jornalismo muito interessante porque ele dissemina notícias relevantes e possui muita credibilidade entre os moradores"

Professor Marco Antônio Roxo da Silva
Foto-olho-Professora-Geane-Carvalho-Alzamora1

"Nesse cenário, os relatos jornalísticos e cidadãos se entrecruzam em conexões transmidiáticas. Diferentemente da narrativa monomidiática, ela começa em um meio e continua em outros"

Professora Geane Carvalho Alzamora
 
Olho-foto-Professora-LorenaTarcia

"Precisamos, como sociedade conectada, reaprender sobre nós mesmos a fim de fortalecer nossos princípios"

Professora Lorena Tárcia
Foto-olho-professora-Raquel-Recuero22

"Vai surgindo um gueto de pessoas que não se comunica com outros guetos, vai separando a rede e dificultando a difusão de informações"

Professora Raquel Recuero

Ficar com um controle remoto nas mãos zapeando pelos canais de TV; ouvir, com um radinho de pilha, a sonoridade de programas pelas ondas do rádio; ler maçudos jornais diários e revistas semanais. Não faz muito tempo, essa era a realidade da maioria dos brasileiros ansiosos por informação, entretenimento e conhecimento. Não é por menos que uma pesquisa do Ibope realizada em 2008, há uma década, indicava que 93% da população possuía aparelhos de TV, e fazia uso habitual deles, e apenas 23% estava conectada à internet. Era um tempo em que as mídias tradicionais ainda colocavam-se como fonte primária de distribuição de informações.

Passada uma década, os processos de comunicação vêm sendo rapidamente e profundamente alterados e reconfigurados. Surgiram novas tecnologias, dispositivos e plataformas, especialmente redes sociais, que transformaram definitivamente os modos de produção, consumo e compartilhamento de informações. Atualmente, a população plugada na internet perfaz aproximadamente 135 milhões de brasileiros, o equivalente a mais de 60% da população do Brasil, segundo pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios do IBGE, divulgada em novembro de 2017. Esse enorme público deixou também de ser apenas receptor e passou a ser enunciador de informações por meio de perfis em mídias sociais, como Facebook, Twiter, Instagram, WhatsApp, LinkedIn, Snapchat, Pinterest, Google Plus, blogs, entre outros.

Professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autor de dezenas de livros sobre a teoria e prática da Comunicação, Muniz Sodré decreta o fim da era da comunicação de massa. “Eu acho que essa era passou e, de certo modo, a internet e a comunicação eletrônica é que sepultaram tudo isso”, ressalta Muniz Sodré.

Para explicar o novo cenário, Muniz Sodré cunhou a expressão “Bios Midiáticos”. Esse conceito está presente no livro de sua autoria Antropológica do Espelho (Editora Vozes, 270 páginas). Ele propõe que vivemos hoje uma nova forma de vida feita de informação, espelhamento e novos costumes. O conceito foi inspirado no pensamento aristotélico. O filósofo grego definiu três formas de vida qualificada para a integração do homem na pólis (cidade): a Bios  Theoretikos ou Bios Xênicos (relacionada ao conhecimento); a Bios Apolausticós (referente ao prazer) e a Bios políticos (relativa à Política).

De acordo com Muniz Sodré, a mídia sempre esteve voltada ao poder e à tecnologia e busca uma integração do homem na sociedade por meio do capital. “É nesse tipo de sociedade que estamos entrando. Cada vez mais nos movendo no solo que não é físico, é o solo da comunicação. Não é substancial, de toque, mas é impalpável. A informação é o solo de que é feita a sociedade contemporânea. Todas as concepções antigas de jornalismo, de mídia, como transmissão de informações, para educar e para instruir não têm mais sentido. Isso vai continuar existindo, mas não é mais o que vai definir o meio de comunicação”, esclarece o professor.

Nesta direção, caminham, segundo Muniz Sodré, as experiências de jornalismo cidadão, jornalismo colaborativo ou ainda jornalismo participativo, que têm em comum a produção de conteúdo pelos usuários, variando apenas os modelos técnicos de realização. Em alguns, a submissão do material ao crivo dos editores; noutros, a total ausência de censura, garantida pela intervenção instantânea do leitor nas redações em rede, seja complementando, criticando ou mesmo coletando informações. “Sucedem-se os mecanismos ditos de agregação de conteúdo e distribuição automática de notícias, que ajudam a transformar o leitor em editor. De modo geral, portanto, desloca-se para o consumidor o poder de pautar os acontecimentos, logo, o arbítrio quanto à noticiabilidade dos fatos, ou definição do que será ou não notícia”, destrincha Muniz Sodré.

É visível que o campo dos media se ampliou mesmo para outras mídias, plataformas e dispositivos de comunicação chamados por alguns estudiosos de pós- massivos. “Não concordo inteiramente com este termo, já que o sistema massivo também se alterou, e não apenas se adaptou ao sistema digital de comunicação. Ele se apropriou de suas lógicas de funcionamento, linguagens formatos e regimes de interação com seus públicos etc., com grande velocidade”, explica a professora Maria Ângela Matos, dos cursos de graduação e pós-graduação em Comunicação da PUC Minas.

Esses meios pós-massivos decretaram o fim do monopólio e oligopólio da informação das mídias tradicionais, na opinião do professor Marco Antônio Roxo da Silva, do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e que também preside a Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação (Compós). De acordo com ele, além das redes sociais citadas, outros modelos têm surgido a cada dia.

Um exemplo desses novos tempos é o aparecimento de canais de comunicação alternativos, como o Santa Cruz News e o Jornal Praça Seca News, que distribuem informações de extrema relevância para as comunidades dos bairros homônimos, que têm grande população, da capital carioca. O Portal Santa Cruz News mistura textos publicados no próprio site com web rádio, web TV, e também postagens nas redes sociais, como Youtube, Facebook, Twitter e Snapchat. São fornecidas dicas de economia, política para a população local, mas o carro-chefe é mesmo a segurança pública, que passa por grande turbulência na Cidade Maravilhosa. Já o Jornal Praça Seca News se encontra hospedado em uma página do Facebook. “Trata-se de um novo modelo de jornalismo muito interessante porque ele dissemina notícias relevantes e possui muita credibilidade entre os moradores. Pelo que parece, possui jornalistas ou estudantes de Jornalismo como produtores de conteúdo. São também um campo fértil para novas pesquisas”, confirma Marco Roxo.

Para uma melhor compreensão do atual momento pelo qual passa a comunicação, os pesquisadores têm se valido de noções como “transmídia”. Segundo a professora Geane Carvalho Alzamora, do Departamento de Comunicação e do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFMG,  esse termo já era usado desde os anos 1990, mas foi Henry Jenkins quem o situou no âmbito do que ele denomina ‘cultura da Convergência’ (título do livro de Jenkins publicado em 2006), que diz respeito ao modo pelo qual os conteúdos midiáticos circulam por múltiplas plataformas, conforme o comportamento migratório dos públicos e as características do mercado midiático contemporâneo. A convergência, nessa acepção, é mais cultural e cognitiva que tecnológica, tal como era entendida antes.

“Nesse cenário, os relatos jornalísticos e cidadãos se entrecruzam em conexões transmidiáticas. Diferentemente da narrativa monomidiática, ela começa em um meio e continua em outros. O relato aproveita as melhores características de cada meio para se expandir”, afirma Geane Alzamora. Isso é possível perceber nos modelos cariocas Santa Cruz News e Praça Seca News.

A nova era é mesmo da instabilidade, do movediço, da experimentação. “Sou bastante otimista em relação às possibilidades de uma sociedade conectada. Vejo o volume de informações disponíveis de forma positiva. O que falta é a educação seletiva. Este é um aprendizado que deveria começar nas escolas. Precisamos, como sociedade conectada, reaprender sobre nós mesmos a fim de fortalecer nossos princípios”, salienta a professora, jornalista e pós-doutoranda em Comunicação pela UFMG, Lorena Tárcia. Para isso, é necessário também analisar o conteúdo que é veiculado na internet.

Tanta informação circulando na web exige, de fato, atenção redobrada para selecionar o que realmente tem qualidade e separar as notícias falsas das verdadeiras, evitando as denominadas 2018, fenômeno resultante da comunicação contemporânea. “Trata-se de uma característica intrínseca aos processos de comunicação baseados em fluxos e relações. As relações humanas em sua ampla complexidade reverberam de forma mais amplificada, o que implica as inverdades também ampliadas e transformadas em modos de relacionamento em rede”, explica Lorena Tárcia.

Diante disso, as fake news se tornaram uma das preocupações do Papa Francisco. No dia 24 de janeiro deste ano, o Papa anunciou o documento A verdade irá libertá-lo – notícias falsas e jornalismo para paz. Esse documento foi emitido em antecipação ao Dia Mundial das Comunicações Sociais da Igreja Católica, em 13 de maio. O Papa condenou o mal das fake news, dizendo que jornalistas e usuários de redes sociais devem rejeitar e desmascarar “táticas da serpente” manipuladoras que fomentam a divisão para servir a interesses políticos e econômicos. “Notícias falsas são um sinal de atitudes intolerantes e hipersensíveis e levam apenas à difusão da arrogância e do ódio. Esse é o resultado final da mentira”, ressalta o Papa, que condenou ainda o uso manipulativo das redes sociais. As fake news se tornam mais preocupantes quando se constata o poder de disseminação delas. Uma pesquisa realizada pela Advice comunicação em 2016 revelou que 78% da população brasileira que faz uso frequente da internet se informa por meio das redes sociais e 42% delas admitiram que já compartilharam conteúdos falsos.

O discurso na rede

Foto-olho-professora-Maria-Angela-Matos-para-o-texto-O-discurso-na-rede1

"O sistema massivo também se alterou, e não apenas se adaptou ao sistema digital de comunicação. Ele se apropriou de suas lógicas de funcionamento, linguagens formatos e regimes de interação com seus públicos etc., com grande velocidade"

Professora Maria Ângela Matos

Na opinião da professora Maria Ângela Matos, a comunicação hoje caminha para um processo cada vez mais plural e, ao mesmo tempo, complexo e contraditório, em face de um duplo movimento interdependente e complementar. De acordo com ela, de um lado, há o aumento do acirramento dos dissensos de diversas ordens e das disputas de poder entre indivíduos, grupos, movimentos e segmentos sociais que se apropriam dos espaços midiáticos para expressarem suas vozes, ideologias, valores, lutas e projetos. De outro lado, há a ampliação dos espaços de aprendizado, experimentação social e competência comunicativa por parte dos grupos, coletivos, organizações formais e informais a partir da produção, ressignificação e circulação de conhecimentos propiciados pelas redes e mídias sociais e pelos seus participantes. “Infelizmente, o aumento dos dissensos tem contribuído tanto para o alargamento das esferas públicas de participação política e de cidadania comunicativa quanto para a proliferação de discursos conservadores e autoritários”, lamenta.

Ao mesmo tempo circula também um discurso concordante nas redes sociais. Autora dos livros Redes Sociais na Internet, Análises de Redes para Mídia Social, Métodos de Pesquisa para Internet, A conversação em rede e Blogs.com: estudos sobre blogs e comunicação, a professora Raquel Recuero afirma que se preocupa bastante com esse “discurso concordante”. Pessoas estão cada vez mais se fechando em grupos de gênero, etnia e afinidades. “Isso é antidemocrático, faz com que essas pessoas se fechem em guetos de opinião, onde ninguém discorda. Além disso, essas pessoas vão reduzindo a esfera de influência delas. Vai surgindo um gueto de pessoas que não se comunica com outros guetos e vai separando a rede e dificultando a difusão de informações”, ressalta a professora, jornalista e pesquisadora da Universidade Federal de Pelotas e do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Informação da UFRGS. E esses grupos estão cada vez mais conectados.  

Geração digital

1

"É um processo que está ocorrendo com todo o meu grupo de amigos. Eu não consigo enxergar como alguma pessoa possa viver desconectada"

Ana Raquel Lelles

Ana Raquel Lelles, 18 anos, aluna do primeiro período de Jornalismo do Campus Coração Eucarístico, não sabe precisar o tempo em que passa diariamente navegando na internet por meio de smartphone ou de um notebook, porém começa a ter contato com o espaço virtual antes mesmo de se levantar da cama, quando o smartphone é usado como despertador. Durante o percurso para a faculdade, costuma usar com frequência as redes sociais e até mesmo antes de dormir verifica as mensagens. “Eu não consigo enxergar como alguma pessoa possa viver desconectada”, diz a futura jornalista.

Ana Raquel faz parte da geração digital. Esse conceito tem sido apropriado por um grupo de pesquisadores e define uma geração que nasceu na era dos smartphones e tablets e que se sente altamente conectada. Um desses pesquisadores é Admilson Veloso, mestrando em Comunicação pela PUC Minas e que desenvolve uma dissertação sobre o uso de aplicativos e redes sociais nos dispositivos por adolescentes e jovens.

Ele reuniu um grupo de 32 adolescentes entre 16 e 17 anos de uma escola pública de Belo Horizonte para compreender como se dá essa interação. Uma das constatações é que a maioria deles (26) se sente extremamente incomodada quando, por algum motivo, não pode se conectar à internet. “Eles relatam sentimentos de solidão, angústia, ansiedade. Isso é percebido também ao expressarem que ‘estar desconectado é como se tivesse perdido parte de mim’”, conta Veloso. Outra constatação é que a média de conexão por meio de smartphones é de 8 a 12 horas diárias. As redes mais acessadas entre os jovens do grupo pesquisado são WhatsApp, Snapchat, Instagram e Facebook. Outros apps, como players de música, câmera e jogos também são muito utilizados.

A pesquisa de Veloso indica também que a geração digital está vivenciando uma época em que as informações e o compartilhamento delas estão se tornando muito efêmeros, costumando não durar nem 24h, como os Stories, tema principal do estudo e que se refere a uma função já presente em diversas plataformas, permitindo aos usuários compartilhar fotos, vídeos, imagens e textos por um tempo específico. “É comum um acontecimento viralizar antes mesmo da cobertura dos meios tradicionais, como acontece durante catástrofes naturais. A rede permite isso pela conexão constante e instantaneidade na transmissão de dados, entre outros fatores. Contudo, também vivemos um período no qual a informação pode não durar algumas horas, desaparecendo da tela digital, deixando para trás apenas rastros do que foi”, constata Veloso.

Como resultado desses novos tempos, o consumo excessivo de informações em longo prazo pode causar instabilidade e reatividade. “De um lado, uma disposição à indiferença; de outro uma patologia do excesso de atenção focada”, explica o professor do Departamento de Psicologia da USP Christian Dunker, autor do livro recém-lançado Reinvenção da intimidade – políticas do sofrimento cotidiano, em que se refere à tendência de as pessoas ficarem permanentemente conectadas, entre outros temas. (Editora UBU, 320 págs.).

 

Nove curiosidades sobre a internet

ilustra4
  1. 1- Brasileiros acessam a Internet por mais de 9 horas diárias

    O brasileiro passa, diariamente, 9 horas e 14 minutos navegando na Internet, por meio de qualquer dispositivo. É o terceiro povo no mundo que mais passa tempo na rede. Em primeiro lugar, estão os tailandeses, com 9h38, seguidos pelos filipinos, com uma média de 9h29.

  2. 2- Navegam mais de 3 horas nas redes sociais

    Os brasileiros passam, em média, 3 horas e 39 minutos, todos os dias nas redes sociais. O Brasil, assim, ocupa a segunda colocação entre os países que usam por mais tempo essas plataformas. Os filipinos gastam 3h57; e, os tailandeses, 3h23.

  3. 3- O YouTube é a página mais visitada

    Os brasileiros passam cerca de 20 minutos e 33 segundos toda vez que acessam o YouTube e, durante esse período, uma média de 9,6 páginas do serviço são acessadas. Logo depois, com 13 minutos e 55 segundos por acesso, vem o Facebook, com 11,8 páginas por visita.

  4. 4- A mídia social mais usada não é o Facebook

    O YouTube supera o Facebook no que diz respeito ao percentual de usuários. Dos entrevistados, entre 16 e 64 anos, 60% declararam utilizar a plataforma de vídeos, contra 59% que falaram que usam o Facebook. Em terceiro lugar, vem o mensageiro WhatsApp, com 56%.

  5. 5- 92% dos usuários do Facebook acessam a rede pelo celular

    Dos 130 milhões de brasileiros que utilizam o Facebook mensalmente, 92% o fazem por meio do smartphone. O percentual é maior que a média mundial, de 88%. Os dados fornecidos pela própria rede, no entanto, não dizem que esse acesso é realizado exclusivamente pelo dispositivo móvel.

  6. 6- Mulheres brasileiras são maioria no Facebook e no Instagram

    No Brasil, 54% de quem tem perfil no Facebook se declara como mulher. No Instagram, elas são 50,4%.

  7. 7- Vídeos proporcionam maior percentual de engajamento no Facebook

    Os vídeos postados no Facebook por brasileiros apresentam um percentual de engajamento de 6,83% dos seguidores das páginas, seguido pelos links compartilhados, que mobilizam 6,46% (contra a média de 5,23% e 3,90% no restante do mundo). Na terceira colocação, com 5,84%, estão as fotos.

  8. 8- 27% dos brasileiros estão no Instagram

    De acordo com dados divulgados pela rede social, há 57 milhões de usuários brasileiros na rede de compartilhamento de fotos e vídeos, o que representa 27% da população. No que diz respeito ao percentual de usuários, o que também é chamado de grau de penetração da plataforma, o país ocupa o 14º lugar.

  9. 9- Os apps mais baixados no Brasil em 2017 foram de interação social

    WhatsApp, Facebook, Facebook Messenger, Instagram e Uber foram, nessa ordem, as aplicações de smartphone com mais downloads em 2017, de acordo com os dados do site App Annie. No mundo, o top 5 é um pouco diferente: Facebook Messenger, Facebook, WhatsApp, Instagram e Snapchat.

Fonte: Estudo feito pela agência We Are Social e Plataforma HootSuite, que levou em conta dados fornecidos por diversas fontes, e Portal G1.

Texto
Edson Cruz
Ilustrações
Quinho
Fotos
1Raphael Calixto
2Acervo Pessoal
Compartilhe
Fale Conosco
+Mais