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Biossegurança Garantia de limpeza e descontaminação

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Nova Central de Material e Esterilização tem tecnologia avançada

"Para os pacientes que são atendidos, o maior benefício é a segurança deles, assim como para os funcionários, garantindo a eles a proteção necessária"

Professora Maria Eugênia Alvarez

Equipamentos de ponta, além de um sistema de ar-condicionado voltado para áreas hospitalares, garantindo ambientes totalmente limpos e descontaminados, conforme as exigências das normas da Vigilância Sanitária e as normas mais atualizadas de biossegurança. Considerada uma das melhores do país, essa é a nova Central de Material e Esterilização da Universidade (CME), instalada no segundo andar do recém-construído prédio 86, no Campus Coração Eucarístico, que também abriga, no primeiro andar, um moderno Centro de Acolhimento e Registros de Pacientes. No local, são desinfetados e esterilizados os instrumentos dos cursos de Odontologia ” de 70% a 80% das demandas são dessa área “, Enfermagem, Fisioterapia e Fonoaudiologia, assim como o instrumental do Posto Médico.

A nova Central de Material e Esterilização, inaugurada em fevereiro deste ano, conta com autoclaves de barreira, lavadora extratora, termodesinfetadora e secadora. “Temos um maquinário com tecnologia bem avançada, de última geração. Na área de Odontologia, que eu saiba, não temos nenhuma central no estado com esse porte em uma Universidade”, afirma a coordenadora da central e professora do Curso de Odontologia, Maria Eugênia Alvarez Leite. Ela explica que a construção do novo espaço surgiu de uma necessidade crescente, uma vez que o número de atendimentos, hoje, é muito grande: são mais de dez mil atendimentos a pacientes por mês e cerca de mil cirurgias mensais. Nos últimos três anos, a graduação em Odontologia passou a acontecer em três turnos, além da oferta dos cursos de extensão, aperfeiçoamento e pós-graduação lato e stricto sensu. Além disso, com a mudança curricular, novas disciplinas exigiram o atendimento clínico. Esse incremento inviabilizou a estrutura original.

Há cerca de sete anos, quando a demanda era menor, esses equipamentos eram esterilizados em pequenas centrais em dois prédios no Campus. Posteriormente, com a demanda crescente, o serviço passou a ser, em parte, terceirizado e agora está sendo absorvido pela nova central de esterilização da Universidade.

A professora Maria Eugênia ressalta que, com os esforços da gestão anterior e da atual do Departamento de Odontologia, da diretoria do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde e da Pró-Reitoria de Logística e Infraestrutura da PUC Minas, a nova central está à altura da qualidade da Universidade, beneficiando diversos públicos: “Para os alunos, é um local de aprendizagem, da utilização da técnica correta e do acompanhamento, uma vez que poderão estagiar aqui. Para os pacientes que são atendidos, o maior benefício é a segurança deles, assim como para os funcionários, garantindo a eles a proteção necessária”.

No espaço atual, os procedimentos são divididos em quatro etapas: entrada do material, em que os alunos entregam seus instrumentos; preparo; esterilização; e arsenal, onde são devolvidos, aos alunos, seus materiais. Tudo que é entregue pelos estudantes é registrado por biometria. “Antes o processo era manual e demorava muito. Temos agora um sistema totalmente digital e rápido”, afirma a aluna do mestrado profissional em Ortodontia Laíze Rosa Pires Freitas. Segundo a enfermeira Fabiane de Fátima dos Santos, uma das gestoras da equipe, são esterilizados por dia cerca de 1,5 mil embalagens com instrumentos.

Laíze acredita que, principalmente para os alunos da graduação, que estão tendo o primeiro contato com os equipamentos, uma central desse porte aumenta ainda mais o entendimento da importância de se esterilizar efetivamente os instrumentos. “Para nós profissionais e para os professores também, pois, por meio da experiência acadêmica, podemos transportar isso para dentro dos consultórios”, afirma.

Para garantir que todas as normas sejam seguidas com rigor e definir a rotina e os procedimentos do setor, a CME é gerida pela Comissão de Controle de Infecção, do Departamento de Odontologia, que realiza reuniões semanais e monitoramento diário. Esta comissão é integrada pelas professoras Maria Eugênia Alvarez Leite e Márcia Almeida Lana, duas enfermeiras responsáveis pela gestão da CME – Fabiane de Fátima dos Santos e Luiza Joana Vilela – e duas atendentes de saúde bucal, Silvia Souza Pinto e Maria Aparecida Antônio.

Centro de acolhimento

Segundo a professora Ana Maria Abras da Fonseca, que coordena o Centro de Acolhimento e Registro de Pacientes, instalado no primeiro andar do prédio que abriga o CME, o setor é a porta de entrada e os pacientes são acolhidos nas novas e modernas instalações, com a expectativa de receber atendimento odontológico que lhes restaure o bem-estar e a autoestima. “Desses pacientes, recolhemos dados que nos ajudam a direcioná-los para as diversas clínicas especializadas que proporcionam ganhos mútuos: aos pacientes, o benefício dos tratamentos e, aos alunos, sob a orientação dos professores, aprendizado e aperfeiçoamento contínuos. Os dados recolhidos no registro inicial e durante o tratamento formam um banco de dados que poderá dar suporte para estudos epidemiológicos”, relata a professora.

 

Na rota da esterilização

No espaço ocorrem quatro etapas para o processo de esterilização:

  1. 1 – entrada do material, em que os alunos entregam seus instrumentos;

  2. 2 – preparo;

  3. 3 – esterilização;

  4. 4 – arsenal, onde os materiais são devolvidos aos alunos.

Texto
Tereza Xavier
Fotos
Raphael Calixto
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