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Esporte Ginástica para todos

O professor Marcus Vinicius Bonfim coordena o grupo de ginástica, cujo foco é o Festival Mundial Gymnaestrada

Quando criança, Poliane Gonçalves Aguilar se encantava com os saltos e as apresentações dos ginastas na televisão, porém, apenas com 24 anos ela teve a chance de experimentar o esporte na prática, ao entrar para o grupo de ginástica da PUC Minas, em 2009. “Gosto muito da leveza e da perfeição dos elementos ginásticos. A modalidade proporciona possibilidades que o corpo pode fazer em diversos movimentos”, avalia a ex-aluna do Curso de Educação Física, que, mesmo após ter se formado, continua como integrante do grupo.

Com cerca de 30 pessoas, incluindo atletas, técnico, coreógrafo, médico, terapeuta ocupacional e demais integrantes, a equipe pratica a modalidade Ginástica para Todos, que tem como característica não ter restrições de idade, sexo e condição física e tem como base coreografias com elementos gímnicos de qualquer tipo de modalidade de ginástica ou movimento em si. Segundo o idealizador e técnico do grupo, professor Marcus Vinicius Bonfim Ambrosio, na equipe da Universidade há pessoas entre oito e 59 anos, como alunos, funcionários, professores, comunidade externa e jovens do Espaço Criança Esperança de Belo Horizonte (ECE-BH).

Os ensaios são realizados aos sábados, no Complexo Esportivo, no Campus Coração Eucarístico, e são abertos a qualquer interessado que queira se integrar à equipe, de acordo com o professor, que afirma que a única restrição é seguir as normas internas, como a frequência, por exemplo. O foco dos ensaios é o Festival Mundial Gymnaestrada, que acontece a cada quatro anos e do qual o grupo da PUC Minas participou, no ano passado, na Finlândia, e, em 2011, na Suíça. Eles também já se apresentaram em eventos na Universidade e em festivais estaduais e nacionais.

Festival Mundial Gymnaestrada

Sem competição, pódio ou medalhas, o festival mundial é um evento que tem como objetivo a participação. “Normalmente cada grupo procura difundir a cultura de onde está inserido, seja regional, nacional ou mesmo da própria equipe. A coreografia retrata um pouco o que é e de onde vem esse grupo”, diz o professor. De acordo com ele, o evento é um espaço de intercâmbio com ginastas de todos os lugares: “Se em outras modalidades é muito difícil se aproximar dos ginastas dos países de ponta como China, Japão e Rússia, nesse evento eles te procuram. Há uma curiosidade pelo trabalho que é feito em outros países e isso é recíproco. Essa é a riqueza do evento”.

Texto
Tereza Xavier
Foto
Marcos Figueiredo
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