revista puc minas

Preservação Patrimônio resgatado

Projetos são desenvolvidos para conservação e gestão da Serra da Piedade

Com altitude de 1.746 metros, a Serra da Piedade vai além de um conjunto de riquezas minerais, congregando beleza natural, cultura, história e espiritualidade. Em função disso, o conjunto montanhoso conta com diversos parceiros e projetos que primam pelo incentivo à proteção e ao resgate deste patrimônio, como a Agência de Desenvolvimento Regional Integrado (Aderi), fruto de um termo de cooperação entre a Mitra Arquidiocesana de Belo Horizonte, a PUC Minas e o Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade. “A Universidade entende que o Santuário é um laboratório natural aberto, e que faz parte da construção da história de Minas Gerais”, afirma o coordenador da Aderi e professor da PUC Minas, Miguel Ângelo de Andrade.

Diversos projetos estão sendo desenvolvidos no local, como os de mobilização social e formação de redes ambientais e planejamentos estratégicos participativos. Para a execução, as ações contam com a participação de diferentes cursos da PUC Minas: Administração, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Biológicas, Geografia e Medicina Veterinária. O estudante do Curso de Ciências Biológicas, frei Valter Pinto Vieira Júnior, da Ordem dos Frades Menores, é um dos membros da equipe da Aderi e reforça a importância de ações locais, na lógica do paradigma da sustentabilidade. “A Serra da Piedade, na sua própria singularidade e na pluralidade de seus atributos, já evidencia a importância da realização de ações de conservação desse território”, afirma o estudante.

De todas as ações desenvolvidas no local, duas merecem destaque. Uma delas é o desenvolvimento do Plano de Manejo no Monumento Natural da Serra da Piedade, que, em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Fundação Grupo Boticário, irá determinar, com base em estudos técnicos, o zoneamento da unidade de conservação, propondo seu desenvolvimento, conservação e gestão. Outro projeto de cunho estratégico é o Plano Integrado de Desenvolvimento do Santuário, que propõe um planejamento institucional de melhorias para o Santuário, respeitando os princípios ambientais, culturais e espirituais, em uma perspectiva histórica e geográfica. Além dessas duas ações, faz parte da agenda prioritária da Aderi, neste momento, a discussão para atividades de qualificação de uso do solo da região, proteção de paisagens, educação ambiental e patrimonial, arranjos produtivos locais, comunicação e gestão.

Texto
Lorena Scafutto
Foto
Marcelo Rosa
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