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Relações Internacionais Universidade globalizada

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A professora Rita Louback e Karoline Rodrigues, que acabou de retornar de um intercâmbio na Hungria

Normas de internacionalização são fortalecidas e ampliadas

Já pensou em fazer intercâmbio e poder escolher entre 175 universidades espalhadas por todos os continentes do mundo? A PUC Minas oferece vagas em instituições de ensino nos quatro cantos do planeta, incluindo escolas renomadas como a Universidade de Sorbonne (França), Universidade de Bolonha (Itália), Universidade do Quebec em Montreal (Canadá), Universidade do Novo México (Estado Unidos) e Universidade de São José (China), entre várias outras em que os alunos podem se candidatar.

Com o intuito de ampliar e beneficiar ainda mais alunos, desde o início de 2017 algumas normas de internacionalização estão sendo fortalecidas e outras implantadas na Universidade, com orientação da Assessoria de Relações Internacionais, órgão da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (Seplan), bem como do Conselho de Internacionalização, que foi designado por portaria do reitor e começou a atuar em 2015. O esforço de internacionalização envolveu também as pró-reitorias de Graduação e de Pesquisa e de Pós-graduação. As normas podem ser aplicadas a alunos da graduação e da pós-graduação e englobam tanto o aluno da Universidade que vai estudar fora do país quanto o estrangeiro que vem para a PUC Minas.

Umas dessas diretrizes é a possibilidade de o aluno obter dupla diplomação, após cumprir alguns critérios, e constar no diploma que seu curso foi realizado na PUC Minas e na universidade estrangeira onde foi realizado o intercâmbio. Além disso, há também oportunidades de estágio no exterior, em que o aluno pode estagiar em alguma empresa conveniada com essas instituições de ensino superior de fora do país. Outra possibilidade oferecida é a coorientação dos trabalhos acadêmicos, podendo o aluno ser orientado simultaneamente por um professor da PUC Minas e por outro estrangeiro.

Desde 2010, quase 700 alunos da Universidade já fizeram intercâmbio e mais de 470 já foram recebidos na PUC Minas. Nos dois casos, o aluno não paga nem a matrícula nem a mensalidade no país de origem e de destino, apenas o transporte, gastos pessoais e hospedagem. Para alunos de baixa renda, que não têm condições de arcar com esses custos, a assessora de Relações Internacionais, professora Rita Louback, informa que existem programas em que o aluno não tem gasto algum, como o Fórmula, o Ibero-Americana e o Top China, promovidos pelo Santander Universidades, que contam com grande participação dos alunos da PUC Minas.

Uma das etapas do processo seletivo para concorrer às vagas é a aprovação no teste de proficiência do idioma do país que deseja ir, além de entrevista e análise do currículo acadêmico. A assessora reforça que a Universidade possui parcerias com várias instituições que representam oficialmente alguns idiomas como, por exemplo, o Instituto Cervantes, no caso do espanhol, e a Aliança Francesa, no caso do francês: “Os descontos são aplicados nas mensalidades e nos testes de proficiência, e qualquer aluno da Universidade pode se beneficiar disso”. Ela afirma que há uma grande demanda por universidades de língua inglesa e sobram vagas em excelentes universidades na França, na Itália, por exemplo, pela falta de conhecimento dos alunos nesses idiomas.

Atuação reconhecida

A expertise da Universidade na área de intercâmbio é percebida nacionalmente e também no exterior, o que pode ser comprovado pelos mais de 300 convênios em andamento e os 175 já assinados com universidades estrangeiras. A PUC Minas integra ainda quatro grandes fóruns da área, como a Associação Brasileira de Educação Internacional (Faubai), o Grupo Coimbra de Universidades, a Rede Uniminas, composta por instituições de ensino federais e estaduais de Minas Gerais, sendo a PUC Minas a única particular, e a Associação Internacional de Educadores, em que participam oito mil instituições de todo o mundo. “Hoje, competimos com as maiores universidades públicas do Brasil, no que diz respeito aos números de convênios assinados com instituições estrangeiras e à política de internacionalização”, afirma a professora Rita Louback.

Para receber um número cada vez mais crescente de alunos estrangeiros, outra diretriz que está sendo aplicada pela Universidade é a de que os cursos de graduação e de pós-graduação incorporem disciplinas em inglês em seus currículos. “Também faz parte da internacionalização receber alunos, e a Universidade está empenhada nisso para que estrangeiros tenham cada vez mais interesse em vir estudar na PUC Minas”, disse a professora, lembrando que nessas disciplinas também poderão se matricular os alunos da Universidade que queiram treinar a escuta do inglês ou se preparar para um intercâmbio.

Outra conquista importante é a instalação, em 2014, do escritório do Education USA, o único do Estado, na Assessoria de Relações Internacionais da Universidade. Tal escritório tem o objetivo de prestar informações sobre oportunidades educacionais em instituições de ensino superior dos Estados Unidos para qualquer interessado.

Diferencial

Para a professora Rita Louback, fazer intercâmbio é uma experiência que muda a vida das pessoas: “É a chance de estudar em universidades de primeira linha, melhorar o currículo, aprender a ter traquejo para lidar com o mundo e com a diversidade. Tudo isso é um diferencial competitivo para o aluno”.

É o que confirma a aluna do sexto período do Curso de Relações Internacionais, Karoline Rodrigues Costa de Souza, que acabou de retornar de um intercâmbio de seis meses em Budapeste, na Hungria. “Além do aprendizado profissional, para o meu currículo, essa experiência me trouxe principalmente crescimento pessoal. Eu nunca tinha morado fora, sem meus pais, e me descobri muito mais independente do que achava que eu era. Cheguei aqui outra pessoa”, relata.

A assessora da Universidade reforça que até mesmo os alunos que estão na PUC Minas, que não fazem intercâmbio, ganham muito com a experiência de receber alunos de fora do país: “Eles podem conhecer pessoas de vários lugares do mundo. Só a convivência com um aluno estrangeiro já é uma diversidade”.

Quem quiser ficar mais próximo desses alunos ainda pode se inscrever para apadrinhá-los. Caso consiga a vaga, esse aluno ficará responsável por auxiliá-lo no dia a dia na Universidade e na ambientação na cidade. Karoline é madrinha pela segunda vez. A primeira foi antes do intercâmbio. “Depois que passei pela experiência de morar fora, vi a falta que faz ter alguém para nos ajudar. Quem é brasileiro tem muito mais noção de como funcionam as coisas, a questão da língua, dinheiro, como arrumar uma acomodação etc. É muito ruim quando você chega e não tem ninguém. Foi isso que me motivou, ao voltar, a ser madrinha novamente. E muitas vezes você se torna amigo dessa pessoa. É uma experiência muito legal”, avalia.

Ensino mundializado

 

Confira algumas das oportunidades para os
alunos da Universidade:

  1. Obter dupla diplomação

  2. Fazer estágio internacional

  3. Ser orientado por professor estrangeiro em trabalhos acadêmicos

  4. Beneficiar-se de parcerias da Universidade com instituições de ensino de idiomas

  5. Cursar disciplinas em inglês

 

Assessoria de Relações internacionais

  1. Local: sala 605, 6º andar, prédio 43, Campus Coração Eucarístico

  2. E-mail: seplanri@pucminas.br

  3. Telefone: (31) 3319-4394 / 4134.

Texto
Tereza Xavier
Foto
Pâmella Ribeiro
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